Crianças da Tapera aquecem Baque Mirim sob regência do Estrela de Aruanda e Rumpilê

A Rumpilê instrumentos artesanais e o Maracatu Estrela de Aruanda alegraram a criançada taperesense no primeiro fim de semana de setembro (dias 03 e 04). Estes grupos, através de microprojeto da Lei Aldir Blanc, bem como com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, vem executando atividades on-line e presenciais na Tapera desde abril, a convite do Centro Cultural. Os temas incluíram a introdução ao Maracatu de Baque Virado com aflaiaa, tarol e agbê, com os principais toques e musicalidade, bem como coreografia. Para além do Maracatu, as instruções para produção, restauro e principais toques de instrumentos envolveram Djambê, Ilu, Lakota(Tambor Xamânico) e Pau de Chuva.

Para a atividade de encerramento dos trabalhos a grande surpresa foi a presença infantil, segundo o Regente do Maracatu Estrela de Aruanda Pablo Lima, “pois ao contrário dos adultos as crianças chegam com a mente livre e sem preocupações típicas dos adultos, aprendem mais fácil.” O instrutor da oficina ressalta ainda a possibilidade de replicação de projetos bem sucedidos com este público alvo, como o BAQUE MIRIM, ilustrando as experiências da Nação do Maracatu Porto Rico e da Nação Encanto do Pina, ambas do Recife e que apadrinham o Estrela de Aruanda.

Já Breno Miranda destaca a oportunidade de difusão do Maracatu concomitante ao fortalecimento do portfólio do grupo. Registra que tanto o Estrela de Aruanda quanto o Rumpilê são sediados no Barracão, um ponto de cultura como o Centro Cultural Tapera Real, mas que devido a informalidade e aos impactos da pandemia não acessou diretamente os recursos da Aldir Blanc.

Para Giordani Ottone a democratização dos recursos é diretriz de todos os projetos executados pelo equipamento, sendo que outros coletivos também estão sendo beneficiados como a Marujada de Congonhas do Norte, a Folia de Reis de capitão Felizardo e o centenário grupo das Pastorinhas da Tapera. Outro dado é o desenho dos projetos vem evoluindo para a criação de estruturas de incentivos, tais como bolsas e premiações, para que os recursos cheguem também aos beneficiários das ações culturais. Além disso as ações em curso vem contribuindo para uma melhor qualificação de demandas que devem ser pautadas e aprofundadas em futuro próximo, como a Festa da Burrinha e o Baque Mirim.

As oficinas presenciais de Maracatu e produção/restauro de instrumentos também contaram com transmissão remota e podem ser assistidas no canal do Estúdio Mídia Jovem no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCC8qe6seJ8FxNs8LbDYIjjA

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